No dia 28 de abril a Praça das Artes de Barueri foi sede de uma etapa eliminatória do YAGP (Youth America Grand Prix), concurso internacional de dança que seleciona novos talentos de 10 a 20 anos em diversos países. Participaram cerca de 70 bailarinos de todo o Estado de São Paulo e foram selecionados 32 candidatos em três categorias.

Executando coreografias por orientação de  suas professoras do Núcleo de Dança de Barueri (Ana Carolina Resende, Carla Yoshida, Nicole Sbrissa e Roberta Silva), mantido pela Secretaria de Cultura e Turismo (Secult), foram selecionados os seguintes alunos de balé clássico:
– Categoria “Pre Competitive”: Olavo Luís Cananea, de 10 anos, interpretando a variação masculina do balé “Paysant”, de Jean Coralli e Jules Perrot;
– Categoria “Júnior”: Julia de Godoy, de 13 anos, dançando a versão feminina de Swanilde, do balé “Coppélia”, de Arthur Saint-Léon; e Maria Vitória Ponce (Mavi), de 13 anos, interpretando a variação feminina de Fiorine, do balé “A Bela Adormecida”, de Marius Petipa;
– Categoria “Sênior”: Julia Batista, de 18 anos, interpretando a variação feminina de “Le Talisman”, de Marius Petipa.

As meninas ainda voltaram ao palco para dançar versões de balé contemporâneo idealizadas pelos mestres Roberta Silva e Ícaro Freire: “Deixe-me Ver” (interpretada por Mavi); “Areia Fina“ (interpretada por Julia de Godoy); e “Inquietude“ (interpretada por Julia Batista). “O Olavo só precisou dançar uma vez porque é muito pequeno”, justifica a orgulhosa Roberta. Os jurados do evento foram Victor Ciattei e Lili de Grammont.

No próximo mês de outubro ocorre a fase final do YAGP novamente na Praça das Artes. Antes disto ocorrem festivais em Niterói (RJ), Belém (PA) e Fortaleza (CE). Os vencedores terão direito a uma bolsa de estudos em Nova York. “Estudar desde muito jovem é comum na vida dos bailarinos”, adverte Fellipe Camarotto, coordenador pedagógico. “Um bom profissional tem que estudar oito anos no mínimo e continuar se aprimorando a vida toda”, complementa.

“O projeto aqui em Barueri existe há sete anos, mas é a primeira vez que participamos de um concurso dessa magnitude. Ter esses talentos reconhecidos é motivo de muito orgulho”, arremata Camarotto.

“Com certeza!”

Essa foi a resposta unânime desses quatro futuros profissionais da dança quando perguntados se gostariam de morar e estudar balé nos Estados Unidos. Eles contam que suas rotinas diárias e também dos familiares mudaram radicalmente desde que começaram a estudar no Núcleo de Dança de Barueri.

Todos eles estudam no período da manhã, chegam à Praça das Artes por volta das 12h30 e só saem de lá cerca de cinco horas depois. Em ocasiões próximas a apresentações importantes, os ensaios costumam demorar um pouco mais. “Nossos pais são nossos maiores incentivadores”, afirmam.