“Conhece-te a ti mesmo”. O aforismo de Sócrates ressoa como legado e admoestação a todos nós desde a Grécia antiga. Isso mostra que a questão é caso nada desprezível desde o século IV a.C.

Terceirizar  a responsabilidade por muitos de nossos insucessos as vezes é mais cômodo do que assumir as rédeas da própria vida e compreender as responsabilidades envolvidas no processo de exercer a liberdade. Muitas vezes, de forma consciente ou inconsciente, acabamos arrumando subterfúgios e certos contorcionismos intelectuais para justificar o porque de não se alcançar felicidades almejadas.

O processo de autoconhecimento pode ser árduo pois conduz invariavelmente a autorresponsabilidade. Isso nos faz compreender que boa parte dos nossos problemas pode ter como fonte causadora ou agravante, nossas próprias atitudes. Falta de ação leva muitos de nós ao papel de expectadores da própria vida funcionando como barcos à deriva, corpos que flutuam sem direção ao sabor de qualquer vento, corrente ou maré. Nesse processo, tudo fica por conta do acaso, acontecimentos bons e ruins se sucedem deixando ao destino o papel de condutores de nossas vidas.

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“Culpamos” Deus, a sorte, os pais, o chefe, o vizinho, os amigos, os astros, por tudo de positivo ou negativo que possa nos acontecer. Isso não é construtivo do ponto de vista da saúde mental pois tira do indivíduo algo muito caro, sua noção de ser dono de si e grande detentor de poder sobre os resultados de sucesso e insucesso que ocorrem na vida. Cumpre assumir o protagonismo e exercer papel central nas atitudes concernentes a própria vida. É claro que mesmo com uma atitude responsável e atuante frente a vida, todos estamos sujeitos aos fenômenos externos que culminarão em sucesso ou fracasso, alegrias ou tristezas, entretanto, aqueles que estão dispostos a enfrentar a jornada do autoconhecimento, possuem maiores chances de não sucumbir ao desespero e atuarem firmemente a favor da própria sorte e da resolução de problemas.

Uma vida plena de saúde mental e autoconhecimento, não significa uma existência livre de dores e problemas, porém, quem se conhece, sabe de suas responsabilidades, compreende a própria liberdade, vive como ator central da própria vida. Nem todo problema se resolve por minha ação, mas sem minha atuação não há solução possível.

 

Por: Dr Frederico Félix

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