Casa das Rosas, a Casa Guilherme de Almeida e a Casa Mário de Andrade oferecem atividades de formação, debates e apresentação para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna, programação integrante do Modernismo Hoje, conjunto de ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo voltado aos 100 anos da Semana de 1922. Os encontros estarão em parte da agenda de outubro.

A Casa das Rosas, a Casa Guilherme de Almeida e a Casa Mário de Andrade formam a Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e gerida pela Poiesis.

Casa Guilherme de Almeida

O Núcleo de Ação Educativa dos três museus apresenta Modernismo Zombeteiro: caricaturistas e escritores no início do século XX, via Zoom e com transmissão simultânea no canal de YouTube da Casa Guilherme de Almeida. No dia 2 de outubro, sábado, a partir das 14h, o público poderá conferir informações sobre a caricatura como expressão artística transgressora, apresentada em revistas com tom humorístico e produzidas no início do século XX.

Nessas publicações, escritores modernistas apresentavam suas inovações ao lado do traço zombeteiro de caricaturistas da época, dentre eles, Angelo Agostini, José Carlos de Brito e Cunha, conhecido como J. Carlos, Voltolino e de Nair Tefé – a primeira caricaturista do Brasil. Durante o encontro serão propostas discussões e vivências artísticas. As inscrições ficam abertas neste link.

As equipes de museologia e de programação cultural da Casa Guilherme de Almeida também dão início ao projeto da “Exposição de fotografia que não aconteceu na Semana de 22” por meio de duas formações orientadas por Guilherme Tosetto, fotógrafo, pesquisador, docente e coordenador do bacharelado em Fotografia e da pós-graduação em Fotografia do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. São elas:

O curso Pesquisa em coleções e acervos de fotografia, nas quintas-feiras de outubro (7, 14, 21 e 28), das 15h às 17h, no Zoom, compartilhará um panorama de práticas e pesquisas em coleções e acervos – históricos e de arte – de autores e fotografias do início do século XX, considerando-se as características da imagem fotográfica como documento e que poderia ser incorporada à ideia de modernidade proposta pelo movimento da época. A seleção por fontes confiáveis, além das noções de acesso e uso de imagens no ambiente digital orientarão os trabalhos ao longo do curso.  As inscrições podem ser feitas aqui. O estudo será conduzido pelas questões “Se a Semana de Arte Moderna tivesse feito uma exposição de fotografia, como ela seria? Quais fotógrafos fariam parte dela? Como a fotografia era entendida na ocasião?”.

Em seguida, aprendizes e demais pessoas interessadas em participar da organização colaborativa da exposição fotográfica que não ocorreu na Semana de 1922 formarão um grupo de pesquisa chamado A fotografia e a Semana de Arte Moderna. Os encontros estão programados para os dias 4 e 18 de novembro, 2 e 16 de dezembro, quintas-feiras, das 15h às 17h, e no formato híbrido (Zoom e encontros presenciais em acervos). O objetivo é investigar as relações que se estabeleceram entre os eventos e personagens do movimento, a fim de identificar imagens técnicas que apresentem um contexto do que foi produzido naquele período. As inscrições estão abertas neste link.

Casa das Rosas

Casa das Rosas inicia o ciclo Do Modernismo à pós-utopia em outubro. A série de debates abordará desde o primeiro movimento de vanguarda brasileira até o momento em que dá lugar ao contexto denominado “pós-utópico” por Haroldo de Campos, poeta, crítico e tradutor literário, além de patrono do museu. No dia 6/10, às 19h, o ciclo apresentará a mesa-redonda Modernismo e vanguardas brasileiras no século XX, realizada via Zoom, que abordará as origens do momento modernista brasileiro e a presença do ideário da Semana de 22 nos demais movimentos vanguardistas do país ao longo do século abordado.

Com mediação de Julio Mendonça, poeta, doutor em Comunicação e Semiótica (PUC-SP) e coordenador do Centro de Referência Haroldo de Campos da Casa das Rosas, o debate contará com os convidados Alexandre Nodari, professor de Literatura Brasileira e Teoria Literária da UFPR, e cujo mestrado, pela UFSC, tratou da Antropofagia proposta por Oswald de Andrade em seu manifesto de 1928; e Bruna Della Torre de Carvalho Lima, mestra em Ciência Social/Antropologia SociaI pela USP. A inscrição está aberta no site do museu.

A palestra Mestiços – primeiros cruzamentos entre texto, imagem e objeto nos livros do Modernismo brasileiro está agendada para 28 de outubro, quinta-feira, a partir das 19h, pelo Zoom. Gustavo Piqueira, um dos mais premiados designers gráficos do país, focalizará em Quelques visages de Paris (1925), de Vicente do Rego Monteiro, e Pathé-Baby (1926), de Antônio de Alcântara Machado, dois dos radicais exemplos na prática das possibilidades de mistura dos formatos que dão título à atividade. As inscrições ficam abertas aqui.

Casa Mário de Andrade

Música popular e evento celebrativo do aniversário de um dos principais modernistas do país marcam as atividades da Casa Mário de Andrade.

O curso A música popular em torno da Semana de 22 será ministrado por Roberto Seresteiro (Roberto Saglietti Mahn), músico com repertório predominantemente formado por gêneros tradicionais como seresta, choro, samba-canção, samba-de-breque e valsa. As aulas serão realizadas nas quartas-feiras de outubro (6, 13, 20 e 27/10), das 19h às 21h, pelo Zoom, e contarão com convidados. As inscrições estão abertas no site do museu (aqui), onde também está disponível a programação de cada encontro.

Aulas teóricas e práticas exercitarão um panorama da música popular brasileira produzida e divulgada no contexto da Semana de Arte Moderna de 1922, com apresentação de obras, curiosidades musicais e históricas de compositores e intérpretes brasileiros. O cronograma passará pelos antecedentes históricos como: a Modinha e o Lundu; o início das gravações em disco no Brasil e seus pioneiros, de Patápio Silva a Chiquinha Gonzaga; os intérpretes e compositores atuantes em 1922, entre eles, Paraguassu, Angelino Oliveira, Zequinha de Abreu, Pixinguinha e Marcelo Tupinambá; a abordagem de alguns intérpretes e compositores da década de 1920, com Stefana de Macedo e Patativa do Norte entre os trabalhados; e o início da rádio no Brasil, com breve história das primeiras gravadoras e breve trajetória de artistas nascidos em 1922, tais como Nora Ney, Dona Ivone Lara, Dircinha Batista e Guilherme de Brito, além do destaque para a importância de Mário de Andrade na pesquisa sobre a música popular brasileira.

Para celebrar o aniversário de Mário de Andrade (1893-1945), com data de nascimento em 9 de outubro de 1893, o museu Casa Mário de Andrade, o qual tem o modernista como patrono e que foi residência dele e da família a partir de 1921, realizará uma homenagem com atividade dedicada ao público infantojuvenil no dia 9/10, a partir das 16h30, pelo Zoom. A inscrição fica aberta neste link.

Para a homenagem, o museu traz a pesquisadora e escritora Karina Almeida, autora de Muito prazer, sou Mário de Andrade!, livro unindo literatura, história e a cidade de São Paulo. As histórias de vida e da obra de Mário também serão apresentadas pelo Cristiano Gouveia, ator, músico, escritor e contador de histórias.

Todas as atividades dos museus são gratuitas. Para ficar por dentro das programações das instituições, acesse o +Cultura, hotsite da Poiesis – Organização Social de Cultura responsável pela gestão da Rede de Museus-Casas Literários de São Paulo.

Fonte: Governo do Estado

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