Quem nunca se viu enredado numa relação onde se sentiu agredido ou vitimado de alguma maneira?

As relações tóxicas são bem mais comuns do que se imagina e há sinais de alerta que podem ser percebidos. Os padrões de comportamento da pessoa abusadora nem sempre são óbvios e, diferentemente do que se possa comumente imaginar, a violência nas relações vão muito além das agressões físicas.

A violência e abusos psicológicos são os traços mais marcantes de um relacionamento tóxico. O traço marcante do abusador é que, inicialmente, ele é portador de um charme superficial. Essa característica serve como armadilha para o primeiro enlace. Uma vez que a conquista inicial está consolidada, outros artifícios entram em cena.

Num primeiro momento a tendência do abusador é a de colocar o alvo de sua conquista num pedestal. Não são economizados elogios, mimos, presentes, carinho. Tudo isso é muito bom e por isso a “vítima” tende a acreditar que encontrou seu par ideal.

Após preparada essa rede, o abusador tende a começar a isolar sua vítima. Passa a solicitar atenção exclusiva e vai, paulatinamente, afastando a pessoa dos seus familiares e amigos. Ciúme excessivo, demandas em relação a cuidados e outras formas de ter somente para si, todo o tempo e atenção da vítima, são comuns.

Os próximos passos tendem a ser mais cruéis. Afim de garantir seu domínio completo sobre a vítima, o abusador vai minar sua autoestima. Frases como; “você não é nada sem mim”, “ninguém mais te aguentaria nesse mundo”, “você é feia(o), burro(a), incompetente”, “se você me deixar nunca mais vai ter ninguém e morrerá sozinha(o)”.

A relação pode chegar a tal ponto de adoecimento que ameaças e agressões verbais e físicas, tornam-se presentes. Xingamentos, humilhações, cerceamento da liberdade (prende o outro em casa/proíbe de ver pessoas/toma o celular), agressões físicas. Comumente, após agressões mais intensas, o abusador assume papel de vítima. Chora, diz estar arrependido, transfere para a vítima a culpa por seu comportamento violento; “eu te amo. só fiz isso para te ensinar pois gosto de você, nunca mais farei isso”.

Imagem ilustrativa

Nesse complexo enredo, a vítima de abuso torna-se gradativamente refém da mente e do modo de agir do abusador, se confunde com suas atitudes ambivalentes, ora agride, ora diz que ama. Infidelidades são também recorrentes; “eu tenho outra(o) por culpa sua, você não me satisfaz”.

Todo caso de violência doméstica configura-se no ponto extremo de um relacionamento abusivo com final trágico. Violência contra mulher e feminicídio compõe uma triste estatística que assola nosso país.

Dessa forma, faz-se necessária uma abordagem crítica e corajosa quanto a esse tema, além de alerta redobrado em relação aos sinais indicativos de uma relação tóxica.

Por: Dr Frederico Félix

 

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