
O corpo do menino, de 7 anos de idade, que morreu afogado após ser jogado do alto de um morro, foi encontrado boiando em um lago de extração de argila no domingo (20). Já o corpo de Fabiana foi localizado com fraturas no crânio provocadas por pauladas e pedradas em uma cova rasa coberto por pedaços de madeira na ultima segunda-feira (21).
Segundo a Polícia Civil, o bebê foi levado pelo adolescente para casa. Hoje, investigadores foram até o local e resgataram o recém-nascido, que agora está internado no Hospital de Base em observação médica. De acordo com a Secretaria de Saúde (Sesau), o menino tem 1,8 kg e está bem, em observação no Centro Obstétrico, com acompanhamento pela equipe especializada. Ele foi levado para a unidade por uma equipe do Conselho Tutelar e da Polícia Militar, ainda de acordo com a publicação.
A delegada Leisaloma Carvalho deu uma coletiva e afirmou que as investigações continuam, pois o caso é complexo. Segundo ela, os dois adolescentes confessaram o crime, mas caíram em contradição entre si ao detalhar o caso.
De acordo com Leisaloma, o pequeno Gustavo foi morto pela própria tia por ter presenciado a morte da mãe. “Quando a Fabiana foi até o local, atraída, a irmã já começou a agredi-la com uma barra de ferro. Desferiu algumas facadas e depois foi retirar a criança. Ele disse que ela estava viva ainda. A criança encontrada morta no lago presenciou tudo e o próprio adolescente fala que a irmã matou o sobrinho após jogá-lo no lago e arremessar pedras para que ele não saísse da água”, diz. O menino não sabia nadar.
Já o adolescente contou que a intenção do crime era roubar a criança que Fabiana esperava. “Sabendo que ela estava com 8 meses de gestação, ele queria a criança, pois a mãe dele estava namorando um garimpeiro e ela queria ‘sair da pobreza’ dizendo pra ele que estava grávida. Ela estava simulando uma gravidez e ia aparecer com essa criança. Ele diz que a mãe não participou do ato executório em si, mas que ele foi lá e que ele inclusive ajudou a cortar a barriga da vítima pra retirar a criança”, diz a delegada, afirmando que a mãe dele sabia de tudo. “Se for comprovado, que a mãe do adolescente também tem envolvimento, nós vamos pedir a prisão preventiva dela”.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios de Porto Velho.
Fonte: Correio 24 e Bahia Acontece






