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Uma mulher de Columbus, Ohio, transmitiu para milhões de espectadores no TikTok esta semana ao documentar a descoberta e a investigação policial de um tapete enrolado, enterrado a cerca de 60 centímetros de profundidade em seu quintal.

No entanto, os usuários do TikTok, muitos dos quais especulavam que o tapete poderia ser evidência de um crime maior, ficaram surpresos na sexta-feira quando a mulher, Katie Santry Hansen, revelou que não havia nenhum corpo no tapete encontrado.

A polícia de Columbus confirmou à NBC News que a investigação, que contou com cães farejadores, foi concluída na sexta-feira sem que restos humanos ou animais fossem encontrados.

“Os investigadores começaram a escavar o local por volta das 9h e removeram vários pequenos pedaços de carpete”, disse a polícia em um comunicado por e-mail. “Todos os fragmentos testaram negativo para humanos ou animais, e neste momento, não há planos para mais testes.”

Com o desenrolar da história, Hansen viu seu número de seguidores no TikTok aumentar de 6.000 para 1,6 milhão em apenas uma semana. Na sexta-feira, mais de 150 mil pessoas assistiram à transmissão ao vivo em que ela documentou a busca policial.

Nos comentários, os usuários do TikTok compartilharam suas próprias teorias sobre o que chamaram de “cutty gate”, sugerindo que Hansen procurasse advogados e psicólogos e investigasse mais sobre seus vizinhos. Alguns até especularam que pessoas desaparecidas na região de Columbus poderiam estar enterradas ali.

Mesmo após a polícia afirmar que não havia corpo, a curiosidade dos usuários persistiu. Comentários continuaram a encorajar Hansen e as autoridades a procurarem em outros locais, como debaixo do deck da casa.

Este é o exemplo mais recente do fenômeno conhecido como “detetives de poltrona”, onde pessoas na internet tentam conduzir suas próprias investigações, buscando pistas que acreditam que as autoridades ainda não identificaram. Especialistas alertam que essa tendência de examinar a fundo certas situações pode espalhar acusações falsas e desinformação, reflexo da obsessão da internet com crimes reais e fofocas.