Tifanny Abreu durante partida vestindo uniforme do Osasco São Cristóvão Saúde, demonstrando emoção em quadra.
Foto: @osascovoleibolclube-@carol_fotografia

Tifanny enfrenta questionamentos da Confederação Brasileira de Vôlei após novas regras de elegibilidade

A jogadora trans Tifanny Abreu e o clube Osasco São Cristóvão Saúde estão em litígio judicial para assegurar a presença da oposta nas competições de vôlei da Supercopa, realizada em 16 de setembro, e na Superliga feminina, que inicia na semana seguinte.

Embora a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) tenha aceitado a inscrição do elenco do Osasco, o registro de Tifanny ficou em suspenso em função das novas regras de elegibilidade adotadas pela entidade, baseadas nos critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI). O regulamento exige, entre outros documentos, um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, relacionado ao desenvolvimento sexual masculino.

A defesa da atleta e do Osasco apresentou estudos técnicos e científicos para comprovar a elegibilidade de Tifanny, que atua no clube há cinco anos e compete na Superliga desde 2017. Após liminar negada na Justiça Desportiva, os recursos foram levados ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e à Justiça comum.

Na última terça-feira, a atleta contribuiu para o título do Osasco no Campeonato Paulista diante do Sesi-Bauru e manifestou intenção de continuar competindo antes de se aposentar.

Até o momento, a CBV informou conhecer o processo, mas não recebeu notificação oficial sobre a decisão judicial.

Crédito da imagem: Foto: @osascovoleibolclube-@carol_fotografia. Tifanny Abreu durante partida vestindo uniforme do Osasco São Cristóvão Saúde, demonstrando emoção em quadra.