Motociclistas trafegam em via urbana da cidade de São Paulo, ilustrando o aumento do número de mortes de motociclistas em 2026.

Segundo o Infosiga, número de óbitos aumentou 4% em relação a 2025; Prefeitura destaca ações para segurança no trânsito

A cidade de São Paulo registrou um recorde no número de mortes de motociclistas nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados divulgados pelo Infosiga, sistema estadual que compila informações sobre violência no trânsito desde 2015.

De janeiro a setembro deste ano, foram contabilizadas 379 mortes de pessoas em motocicletas, um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registrados 364 óbitos, até então o maior número desde o início da série histórica. No primeiro ano da base, 2015, o total nesse período foi de 269 mortes.

O mês de junho de 2026 apresentou o maior número de mortes de motociclistas, com 50 casos confirmados. A maioria das vítimas (90%) era do sexo masculino, concentrando-se principalmente na faixa etária de 20 a 34 anos. Mais da metade dos acidentes resultaram de colisões, e cerca de 90% dos condutores mortos eram os próprios motociclistas. A maioria das ocorrências (311) aconteceu em vias urbanas da capital paulista.

Em resposta, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), destacou medidas contínuas para ampliar a segurança dos motociclistas. Entre as iniciativas está a implantação da Faixa Azul, sinalização que tem contribuído para a redução da gravidade dos acidentes envolvendo motociclistas em diversas vias. Além disso, foi lançado em outubro o curso gratuito 'Motociclista Seguro', voltado ao aperfeiçoamento das técnicas de pilotagem e prevenção de sinistros no trânsito.

Motociclistas trafegam em via urbana da cidade de São Paulo, ilustrando o aumento do número de mortes de motociclistas em 2026.