Uma das medicações que revolucionou os tratamentos em psiquiatria, foi a Fluoxetina. Lançada pelo laboratório Eli Lilly em 1972, o fármaco passou a ser comercializado em 1986, trazendo novo folego para o tratamento da depressão. Apelidada de “pílula da felicidade”, o Prozac (nome da marca de referência), inovou alguns tratamentos especialmente pela diminuição importante de efeitos colaterais que eram apresentados pelas medicações que o precederam.
Trata-se de um Inibidor Seletivo de Recaptação de Serotonina (ISRS), a serotonina é um neurotransmissor presente entre os neurônios cerebrais. Em quantidades adequadas, esse neurotransmissor é um dos responsáveis pelas sensações de bem estar, segurança, adequação, prazer. Portanto, a fluoxetina age aumentando a quantidade desse neurotransmissor entre os neurônios.
Além de utilizada no tratamento contra depressão moderada a grave, também é empregada nos tratamentos de ansiedade generalizada, pânico e TOC. Na endocrinologia é largamente utilizada como adjuvante em tratamentos contra obesidade. A principal vantagem da superioridade da fluoxetina em relação aos antidepressivos que existiam antes dela, é a diminuição dos efeitos colaterais. Possui menor capacidade de gerar dependência no paciente, menor chance de ganho de peso, menos chance de causar aumento de apetite, oscilações de pressão arterial, tontura, sensação de sedação, sonolência. Todas essas vantagens facilitaram sobremaneira a adesão dos pacientes ao tratamento, assim como o manejo por parte dos médicos, uma vez que não tinham mais que lidar com as consequências geradas pelos efeitos adversos das medicações que precederam a fluoxetina.
Atualmente é considerada medicação essencial pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e estima-se que cerca de 40 milhões de pessoas já tenham usado a fluoxetina desde seu lançamento na década de 80.
A despeito de todo o exposto, é fundamental a orientação médica para uso desta e de outras medicações. Trata-se de fármaco controlado e vendido somente com prescrição médica em receituário especial. Tem ação no sistema nervoso central e pode causar efeitos adversos físicos e comportamentais, de modo que, com auxílio médico, o paciente terá todas as orientações necessárias quanto ao tratamento, doses e eventuais efeitos colaterais.
Por: Dr Frederico Félix
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