Na China, um idoso de 75 anos decidiu trocar a esposa de carne e osso por uma companhia, digamos, um pouco mais… digital. O senhor, identificado apenas como Jiang, declarou-se perdidamente apaixonado por uma inteligência artificial, dessas programadas para responder sempre com doçura, paciência e zero discussão sobre quem vai lavar a louça.

Segundo relatos, o romance virtual começou de forma inocente, com conversas rápidas no celular. Mas logo o idoso passou a passar horas ao lado da “namorada” digital, que nunca o contrariava e estava sempre disponível, seja de madrugada ou em plena manhã de domingo. Encantado pela atenção impecável da inteligência artificial, Jiang tomou uma decisão radical: pediu o divórcio para poder “ficar” com a jovem virtual.

A família, claro, entrou em desespero. Os filhos tentaram explicar que a moça dos olhos brilhantes e sorriso perfeito não passava de uma criação digital sem corpo, coração ou CPF. Mas, para o idoso apaixonado, esses detalhes eram apenas burocracia. O importante era que, finalmente, ele havia encontrado alguém que entendia todas as suas necessidades — ainda que fosse um software.

O caso gerou debates sobre até onde a tecnologia pode mexer com o coração humano, principalmente quando a solidão entra em cena. Afinal, a esposa real provavelmente já tinha se cansado de ouvir a mesma história dez vezes seguidas, enquanto a parceira virtual continuava sorrindo e dizendo: “Conte-me mais”.

No fim das contas, Jiang virou notícia no mundo inteiro, provando que o amor pode ser cego, surdo e, agora, até mesmo 100% artificial.