” Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.” A frase de Cecília Meireles traz uma das definições mais significativas, em minha opinião, sobre esse conceito essencial. Impossível desvincular saúde mental desse direito fundamental a todo ser humano.
Ao discutirmos o tema da liberdade, ou de nosso livre arbítrio, quase automaticamente associamos a palavra a nossos direitos, ou seja, liberdade como sinônimo de desprendimento, prerrogativas, privilégios. Sim, é verdade que o termo pode conter em si todos os predicados enumerados acima, contudo, talvez mais importante do que correlacionar liberdade com direitos ou prazeres, seja fundamental ligar o conceito de ser livre com a noção de responsabilidade.
Todos ansiamos por liberdade num contexto em que isso signifique pleno gozo das vontades, ir e vir aonde quisermos, consumirmos bens, comidas, roupas. Liberdade para não dar satisfações, fazer o que bem entender do próprio corpo e com a própria vida.

Para um olhar superficial, pode parecer que a liberdade traz apenas vantagens, entretanto, é fundamental ter-se a clareza de que liberdade implica fundamentalmente em se compreender como responsável por cada uma das escolhas tomadas. Toda escolha trará atrelada a si suas consequências, de fato muitos dos problemas que nos acometem são frutos de más escolhas feitas por nós mesmos. Ou seja, no pleno desfrute de nossa liberdade, muitas vezes terminamos por nos enredar em traumas, ansiedade e outras dores emocionais. Sou livre para dormir tarde, mas serei cativo do sono no dia seguinte.

Imagem ilustrativa
Antes de mais nada, compreender a liberdade como responsabilidade, é sinal de amadurecimento. É entender-se como protagonista de sua própria história e parar de terceirizar nossas frustrações e fracassos, assim como saber-se merecedor de suas conquistas. Ser livre para estudar com afinco, trabalhar com dedicação, dormir cedo, praticar atividade física, comer balanceadamente, a princípio podem ser percebidos como coisas tolhedoras da liberdade, contudo, no mais das vezes, tendem a gerar resultados que significarão alegria e saúde mental. Infelizmente não podemos ter todas as coisas, escolhas significam perdas. Decisões são renúncias, mas isso não é ruim quando se compreende que exercitamos a liberdade para fazer a melhor escolha que entendemos para o momento.
“A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.” Sigmund Freud
Por: Dr Frederico Félix
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