O MBL (Movimento Brasil Livre) de Osasco, juntamente com outros movimentos da cidade, promoveram neste sábado, 30/03, um ato para colher assinaturas em prol da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da saúde do município e também pressionar dezoito vereadores da base aliada ao prefeito que, segundo o coordenador do movimento, são coniventes com a atual situação da saúde. O sistema de saúde de Osasco vive uma crise, e tem sido alvo de muitas críticas da população e políticos da oposição.
Durante o ato, o Expresso Regional entrevistou Bruno Santos, coordenador do MBL de Osasco, que questiona a contratação de uma OS (Organização Social) para administração do hospital de Osasco, pelo período de 180 dias e pelo valor de R$ 52 milhões de reais, que o entrevistado afirma prestar um péssimo atendimento para a população. Bruno ainda destacou que “houve aproximadamente 400 mortes em Osasco, num período de 60 dias, dados confirmados pelos cartórios da cidade. Um absurdo para a cidade, que é o segundo PIB do estado e Sexto do país, ter uma péssima qualidade na saúde”.
Além das mortes ocorridas no Hospital Antônio Giglio, haveriam também óbitos em postos de saúde. O movimento denuncia também que há postos de saúde com partes interditadas por estarem com o teto caindo, totalmente sem manutenção, não havendo sequer medicamentos básicos, como plasil, benzetacil e até soro. O coordenador do movimento também afirma que faltam vários médicos especialistas nas UBS’s, como dentistas e ginecologistas.
Outra denúncia feita pelo movimento é que na UPA Centro, foi registrado um dia em que haviam mais de 100 pacientes para serem atendidos e havia apenas um único médico residente. E que ainda há médicos residentes atendendo como pediatras.
Segundo o parecer 101.724/02 do CREMESP, residentes não devem assumir atribuições sem supervisão, devendo ser realizadas somente se houver um preceptor diretamente responsável pelo treinamento.
O coordenador do Movimento disse que ele próprio já esteve pessoalmente numa UBS onde constava a contratação de quatro clínicos e dois pediatras, por período de atendimento, porém no momento havia apenas dois clínicos e um pediatra, e o gestor da UBS não soube dizer onde estariam os demais médicos.
MANTENHA-SE INFORMADO COM O EXPRESSO
DICAS DE BELEZA ACONTECIMENTOS ESPORTES ENTRETENIMENTO






