Foto: José Cruz. Agência Brasil

 

Por maioria, os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram manter as prisões de três suspeitos relacionados ao assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) em 2018, conforme determinado pelo ministro Alexandre de Moraes. As prisões de Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa foram confirmadas após audiência de custódia realizada no Rio de Janeiro no domingo (24) e a análise das medidas cautelares prosseguiu nesta segunda-feira (25).

O ministro Moraes, juntamente com os ministros Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, votaram a favor das prisões e demais medidas cautelares impostas aos investigados. A votação ainda aguarda os votos dos ministros Luiz Fux e Flávio Dino, mas é provável que o placar seja definido antes do prazo final da análise, estabelecido para às 23h59 desta segunda-feira.

Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa foram detidos no Rio de Janeiro e posteriormente transferidos para Brasília, onde foram encaminhados à penitenciária federal no Distrito Federal.

Além das prisões, a decisão de Moraes incluiu o afastamento de suas funções públicas do delegado Giniton Lages e do comissário Marco Antônio de Barros Pinto, ambos atuantes na Delegacia de Homicídios do Rio à época do crime.

Giniton Lages, que iniciou as investigações sobre o caso Marielle Franco, foi indicado pelo então chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, que também foi preso no domingo. Barbosa é suspeito não apenas de encobrir o crime, mas também de autorizar o assassinato.