Psicóloga Cassiana Tardivo ensina pais a restaurarem vínculos familiares e valores cristãos em meio à epidemia das telas
A psicóloga Cassiana Tardivo enxergou o que muitos pais ainda insistem não admitir: as crianças estão crescendo diante de telas que moldam valores, hábitos e afetos, enquanto os adultos, cansados, inseguros ou simplesmente perdidos, assistem de longe. A também pedagoga especialista em Neuroaprendizagem e Dependência Tecnológica oferece em Resgate seu filho das telas um mapa para um dos territórios mais desafiadores da vida moderna: a criação de filhos emocionalmente saudáveis e espiritualmente firmes em um mundo saturado de estímulos digitais.
Ela trata de temas urgentes, como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, isolamento, quebra de vínculo e desinteresse pela fé – sintomas que surgem cada vez mais cedo e com maior frequência. Cassiana alerta ainda para graves consequências associadas ao uso das telas, como ciberbullying, automutilação, pensamentos suicidas, exposição a comportamentos de risco (sexting, pornografia, desafios perigosos), além do impacto físico e cognitivo que inclui problemas de atenção, sedentarismo e queda no desempenho escolar.
O desenvolvimento das crianças que é comprometido pelo uso de telas e sua consequente privação de experiências e estímulos do ambiente pode ser irrecuperável.
(Resgate seu filho das telas, p.143)
Com estratégias acessíveis, a autora ensina a mediar o uso das telas com amor e autoridade, a construir rotinas familiares que acolhem e protegem, e a transformar o lar em um ambiente de discipulado digital, em que a fé é vivida e transmitida. Mais do que impor limites ao tempo de tela, a proposta é cultivar uma presença real: tempo em quantidade, olho no olho, abraço, escuta. Ela fala sobre o brincar como linguagem divina, propõe a contemplação da natureza como antídoto ao excesso de estímulos e defende uma vida familiar marcada por bênçãos e palavras de afirmação. “Temos perdido filhos dentro dos quartos”, lamenta a psicóloga.
Este lançamento da Editora Vida é uma leitura necessária para quem não quer perder os filhos, nem para o algoritmo, nem para a apatia. Afinal, é possível recomeçar, reconstruir vínculos e cultivar presença. Livros como Resgate seu filho das telas provam que ainda há tempo e existem caminhos possíveis para recomeçar.






