Foto: Reprodução Facebook

Um estudante de medicina veterinária de 22 anos está em coma após ter sido picado por uma cobra do tipo naja. A cobra naja não pertence à fauna brasileira, é originária da África e da Ásia. O estudante, Pedro Krambeck está internado no hospital do Gama, no Distrito Federal. O réptil foi localizado na noite desta quarta-feira, 08/07, pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (PMDF).

A Polícia Civil foi acionada por um auditor fiscal do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Ibram-DF) nesta quarta-feira para auxiliar nas buscas pela cobra venenosa nas proximidades do local do ferimento. A ocorrência segue em apuração pela 14ª DP. Permanece um mistério como a naja apareceu no país.O major Elias Costa contou que foi empregado “muito empenho” por meio do trabalho de várias equipes.O major disse ainda que não existe antídoto para o veneno da cobra tipo naja em produção no país, mas havia uma dose no Instituto Butantan, em São Paulo, que forneceu para o jovem. A polícia aguarda que o estudante se recupere para prestar esclarecimentos de como o animal veio parar no Brasil.

Segundo as informações obtidas pelos investigadores, até o momento não foi encontrado registro do animal em nome do estudante nos sistemas do Ibram-DF. Também foi verificado que o jovem manifestava grande interesse por cobras através de posts com imagens de serpentes, crianças brincando com serpentes, etc, em sua rede social. Apesar dos posts, não há em suas publicações, indícios de que o estudante mantinha alguma espécime em cativeiro. O perfil do estudante no Facebook foi alterado por duas vezes no período em que o jovem já estava em coma, e por fim foi apagado.

A localização do réptil só foi possível graças a colaboração de um colega do rapaz. O Ibama também ajudou nas buscas desta quarta-feira pelo réptil.

Pedro cursa medicina veterinária na Uniceplac desde 2016. A cobra que o picou é originária da Ásia e, segundo o diretor de répteis, anfíbios e artrópodes do Zoológico de Brasília, Carlos Eduardo Nóbrega, não tem postura agressiva. “Essa espécie só ataca quando se sente muito ameaçada. Porém, é muito nociva ao ser humano e pode levar à morte 1h depois da picada”, explicou.

Leia abaixo, na íntegra, o comunicado da PMDF sobre o caso:

“Uma cobra naja, que havia picado um jovem na noite de terça-feira (7) e estava desaparecida desde então, foi localizada pela Polícia Militar por volta das 19h de hoje (8), no Setor de Clubes.

Diversas equipes do Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) foram destacadas para as buscas. Outros órgãos também estavam envolvidos e a cobra somente foi localizada após o testemunho de várias pessoas.

A serpente havia sido colocada dentro de uma caixa e estava escondida atrás de um morro de areia, próximo a um shopping localizado no Setor de Clubes. Ela tem cerca de um metro e meio de comprimento, está saudável e bem acondicionada. Agora, será encaminhada ao Ibama.

A preocupação das equipes do BPMA foi prezar pela saúde do animal e pela segurança da população impedindo que uma espécie não nativa do país estivesse solta. No Brasil não há produção de soro antiofídico para combater o veneno desta serpente”.

Abaixo, vídeo do réptil, que passa bem e foi levada para um ambiente adequado.

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