Monotrilho da Linha 17-Ouro em São Paulo, mostrando veículo durante operação noturna na cidade

Medida da Companhia do Metrô visa equilíbrio de passageiros em monotrilho com supervisão humana, segundo diretor de engenharia

Na Linha 17-Ouro do monotrilho de São Paulo, a distribuição equilibrada dos passageiros entre os cinco vagões é uma medida operacional essencial para garantir a segurança e o funcionamento do sistema, conforme explicações da Companhia do Metrô e seu diretor de engenharia e planejamento, Roberto Torres.

Durante a operação, um vagão que alcance aproximadamente 70% da sua capacidade ativa um gatilho técnico que aciona o redistribuição interna dos passageiros para evitar sobrecarga. A situação foi observada pela reportagem na estação Morumbi, onde o controle da carga é monitorado por sensores nas bolsas de ar dos trens, demonstrando variações de carga em cada vagão conforme as estações e momentos do trajeto.

Esse gerenciamento preditivo tem como objetivo principal a segurança do passageiro, garantindo o equilíbrio dinâmico do monotrilho em curvas e rampas, a eficiência energética e o conforto térmico. Embora a linha 17-Ouro seja autônoma, há supervisão humana durante a operação, que orienta os passageiros a procurar áreas menos cheias da composição do trem.

Torres também destacou que essa preocupação com a distribuição de pessoas, que carregam bagagem por causa das conexões com o aeroporto, é uma característica específica do monotrilho, que difere do metrô convencional das linhas 1, 2 e 3, que possuem carros maiores e mais robustos. O monotrilho assemelha-se, em capacidade, a um corredor rápido de ônibus, mas com infraestrutura própria para conforto e segurança.

Monotrilho da Linha 17-Ouro em São Paulo, mostrando veículo durante operação noturna na cidade