Imagem do grupo BTS durante apresentação em evento internacional
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Apesar da mobilização de fãs e negociações, prefeitura diz que honraria não é concedida a estrangeiros; shows geram impacto econômico estimado acima de R$ 330 milhões

O grupo sul-coreano de k-pop BTS não receberá a Chave da Cidade de São Paulo, apesar de uma mobilização de fãs com mais de 222 mil assinaturas pedindo a homenagem. Ricardo Nunes, prefeito da capital paulista, afirmou que a chave é uma honraria simbólica concedida pelo chefe do Executivo municipal, porém não pode ser entregue a estrangeiros.

Segundo Bruno Kim, presidente da Associação Brasileira dos Coreanos e um dos coordenadores da campanha, apesar das negociações com órgãos municipais, questões logísticas, de agenda e segurança foram determinantes para que a homenagem não fosse concedida em evento público.

Para marcar a passagem da banda pela cidade, que fará quatro apresentações da turnê Arirang no estádio Morumbi entre os dias 28 e 31 de outubro, a Prefeitura autorizou a iluminação da Ponte Estaiada na cor roxa, a partir de 26 de outubro, até o sábado, como forma de homenagem visual.

A Chave da Cidade é distinta das principais honrarias de São Paulo, como a Medalha Anchieta e o Título de Cidadão Paulistano, que são concedidos pela Câmara Municipal. A chave é tradicionalmente destinada a autoridades locais e, apesar de não ser entregue a estrangeiros, houve exceção com o papa Bento XVI, em 2007, durante sua visita ao Brasil.

Em termos econômicos, a prefeitura estima que os shows do BTS gerem uma receita bruta próxima de R$ 260 milhões, com cerca de 253 mil fãs esperados para os três shows na capital. Considerando gastos de turistas, estimados em R$ 1,5 mil por pessoa, o impacto econômico total ultrapassa os R$ 330 milhões, beneficiando setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.

Crédito da imagem: Reprodução. Imagem do grupo BTS durante apresentação em evento internacional