A Polícia Civil de Guarulhos deflagrou na manhã de hoje (3) uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão temporária contra suspeitos de envolvimento em lavagem de dinheiro e organização criminosa. A operação ocorreu nas seguintes cidades: São Paulo, Guarulhos, Mogi das Cruzes, Arujá

Denominada Operação Soldi Sporchi, a ação é coordenada pelo 4º DP de Guarulhos e conta com o empenho de 350 policiais civis, 100 viaturas e apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os mandados estão sendo cumpridos na capital e em onze municípios.

No cumprimento de vários mandados de busca e apreensão, dez pessoas foram detidas, documentos, computadores e armas foram apreendidos. A polícia também apreendeu 14 veículos, alguns de luxo, e um jet ski foram apreendidos, além de dinheiro em espécie.

 

 

 

A operação visa a apurar crime de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, por meio de contratos de administrações municipais com clínicas que atendiam membros de uma organização criminosa que saíam feridos de embates com a Polícia.

Ainda segundo a polícia, 60 clínicas médicas ou odontológicas foram criadas, bem como empresas que prestavam serviços de limpeza urbana para algumas cidades, de forma precária, e as Organizações Sociais foram criadas para atuar na gestão de algumas escolas municipais sendo também responsáveis pela administração de hospitais, fornecendo alimentos por meio de uma panificadora também pertencente à organização criminosa.

Uma das empresas do grupo era a Center Leste, que tem sede em Mogi das Cruzes e realizava a coleta de lixo para as prefeituras de Salesópolis, Biritiba Mirim e Arujá.

Segundo as investigações, o líder do grupo criminoso é Anderson Lacerda Pereira, que além de ser o responsável pela lavagem de dinheiro da facção criminosa, era responsável pelo envio de grandes quantidades de drogas para a Itália, através do Porto de Santos. A polícia não conseguiu prender Anderson, mas deteve a esposa e a nora do investigado.

De acordo com o delegado Fernando José Góes Santiago, “através dos contratos celebrados, a organização criminosa conseguiu repasse de milhões de reais provenientes do erário público”.

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