Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital mostrado em celular, reforçando o tema da jornada de trabalho em discussão no Congresso Nacional.
Para participar é necessário documento de identificação, carteira de trabalho e cópias do currículo. — Foto: FUNTRAB

Presidente enfatiza importância da proposta que visa acabar com a escala 6×1, que está em análise no Congresso, e destaca divergências com senador Flávio Bolsonaro

Nesta terça-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu apoio ao fim da escala de trabalho 6×1, defendendo a implementação de uma jornada de cinco dias de trabalho seguidos por dois dias de descanso, sem redução salarial. A proposição está em tramitação no Senado e já foi aprovada pela Câmara e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Lula destacou que o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, é contrariamente à redução da carga horária, argumentando que o presidenciável defende que quem trabalhar menos deve receber salário menor. O presidente também afirmou que a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) pode evidenciar os posicionamentos políticos diante dos direitos dos trabalhadores.

O texto em discussão estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, divididas em cinco dias de trabalho e dois de descanso, mantendo o salário atual dos trabalhadores. A expectativa entre integrantes do governo é que o Senado conclua a votação da PEC em dois turnos antes do segundo turno das eleições, marcado para o dia 25 de outubro.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro defende uma jornada flexível, negociada entre empregadores e empregados, o que poderia acarretar redução salarial. Ele também propõe medidas de apoio a mães que não conseguem cumprir a jornada tradicional de oito horas, sugerindo a possibilidade de escolha da carga horária e o acesso a auxílio para creche.

A discussão ocorre em meio à disputa presidencial que envolve Lula e Flávio Bolsonaro, que obtiveram 45,16% e 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, respectivamente. A votação da PEC no Senado é acompanhada como um indicativo das prioridades políticas dos candidatos e de seus partidos.

Além das divergências sobre a jornada de trabalho, a matéria tem mobilizado parlamentares, com o PL e Republicanos alinhando estratégias para influenciar a aprovação ou impedimento da proposta no Senado.

Crédito da imagem: Para participar é necessário documento de identificação, carteira de trabalho e cópias do currículo. — Foto: FUNTRAB. Aplicativo da Carteira de Trabalho Digital mostrado em celular, reforçando o tema da jornada de trabalho em discussão no Congresso Nacional.