Rovena Rosa/Agência Brasil

A Pinacoteca de São Paulo celebra os 35 anos de carreira de Rosângela Rennó com uma mostra panorâmica que reúne cerca de 130 obras, do período entre 1987 e 2021. A exposição Pequena Ecologia da Imagem apresenta os argumentos da artista em torno da chamada fotografia expandida, ultrapassando a criação de imagens autorais e incluindo seus processos técnicos e sociais, a partir deste sábado (2).

Com curadoria de Ana Maria Maia, a mostra inclui trabalhos de diferentes linguagens, das fotografias às coleções, objetos, instalações e obras audiovisuais, que estarão distribuídas em três salas no quarto andar da Pinacoteca Estação, em São Paulo. A organização das obras na exposição deixou a cronologia de lado para fazer uma apresentação com base nos assuntos tratados de forma persistente pela artista no decorrer da sua trajetória.

“A artista considera a fotografia um pretexto para se questionar os arquivos, as narrativas e as relações de poder que fazem algumas imagens existirem e circularem, enquanto tantas outras permanecem invisíveis e, portanto, esquecidas. Neste sentido, embora a linguagem fotográfica seja de fato predominante enquanto suporte e assunto em seu trabalho, ela aparece de forma expandida, o que envolve assumir seus bastidores, fazer críticas e desconstruções; entrelaçá-la a textos, máquinas, objetos e coleções”, explicou a curadora.

Residência artística

A curadoria inclui trabalhos que serão vistos pela primeira vez no país. A instalação Eaux des colonies (2021) é resultado da residência artística de Rennó em Colônia, na Alemanha, e a série Seres notáveis do mundo (2014-2021) foi produzida em Las Palmas, Espanha.

A mostra traz ainda a videoinstalação Terra de José Ninguém (2021), uma reunião de videoaulas distribuídas pela igreja católica, em 1980, sobre a luta do cidadão comum pelos direitos políticos e civis, que foi comissionada pela Pinacoteca para essa exposição. O público terá acesso também aos trabalhos Realismo fantástico (1991); Série Vermelha (Militares) (2000) e Arquivo Universal (1992).

A exposição fica em cartaz de 2 de outubro até março do ano que vem, na Pinacoteca Estação. Os ingressos são gratuitos, com reserva pelo site.

Fonte: Agência Brasil-EBC

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